Como enfatiza Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a Liderroll, referência global em tecnologia para o setor dutoviário, encerra um ciclo de intensa prospecção internacional e volta seus olhos para o mercado brasileiro em 2023. Diante da estagnação dos investimentos internos nos últimos anos, a companhia consolidou sua presença nos Estados Unidos, Canadá e Europa, exportando patentes disruptivas. A experiência acumulada no exterior é o alicerce para liderar a necessária retomada da inspeção e manutenção da malha dutoviária nacional.
Como a Liderroll adaptou-se à retração do mercado nacional desde 2015?
A interrupção de projetos de infraestrutura e a redução de investimentos em manutenção pela Petrobras forçaram a indústria nacional a buscar alternativas. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que a Liderroll focou na abertura de mercados externos onde a tecnologia brasileira é respeitada. As soluções da empresa foram aplicadas em projetos complexos, como o oleoduto sob o Lago Michigan (EUA/Canadá) e consultorias na China e Rússia, provando a eficácia dos roletes tridimensionais e motrizes em ambientes desafiadores.
Qual o risco da ausência de inspeção nos túneis de gasodutos no Brasil?
No Brasil, os túneis estratégicos GASDUC III (RJ) e GASTAU (SP), operados pela NTS, possuem trechos construídos há mais de uma década. Essas “linhas vivas” em ambientes confinados não passaram por inspeções oficiais estruturais desde sua instalação. Por serem detentora da patente e da tecnologia instalada, a Liderroll é a única capaz de realizar a avaliação técnica precisa desses ativos, garantindo que os suportes poliméricos e os roletes mantenham a integridade das tubulações.
Por que o duto aparente é defendido como uma quebra de paradigma?
Uma das principais bandeiras levantadas pela companhia é a transição do método convencional de enterramento para a construção de dutos aparentes. Paulo Roberto Gomes Fernandes questiona a ausência de normas específicas para esta modalidade no país. Segundo o executivo, os dutos aparentes são:
- Mais Econômicos: Eliminam custos de escavação, compactação de solo e explosões de rocha;
- Mais Seguros: Facilitam a inspeção visual imediata e dificultam furtos de combustível;
- Versáteis: Podem ser aplicados inclusive no transporte de grãos (soja e milho), reduzindo o desperdício logístico rodoviário, que chega a 30%.

Quais são as perspectivas para o setor de Petróleo e Gás em 2023?
Com a mudança na gestão federal, espera-se que a Petrobras retome seu papel como empresa âncora, fomentando a cadeia de fornecedores nacionais e o conteúdo local. Paulo Roberto Gomes Fernandes demonstra otimismo moderado, acreditando que a valorização da engenharia nacional e o incentivo à infraestrutura criarão postos de trabalho e novas oportunidades de negócios. Para o executivo, o ano de 2023 representa a “virada de chave” para o crescimento econômico sustentável.
De que forma a Liderroll se posiciona frente às novas tecnologias energéticas?
Embora reconheça o avanço das energias eólica e solar, a Liderroll mantém o foco na consistência dos hidrocarbonetos. A transição energética global para o hidrogênio ainda carece de maturidade técnica e logística. A manutenção da matriz energética atual, aliada a tecnologias de transporte eficientes, é o caminho mais seguro para garantir a segurança energética do país enquanto alternativas de baixo carbono são desenvolvidas e testadas em escala industrial.
Como será a integração internacional da Liderroll em 2026?
Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, projeta que até 2026 a conexão entre as unidades da Liderroll no Brasil, Portugal e Estados Unidos será um modelo de diplomacia econômica privada. Portanto, a companhia continua a “pensar fora da caixa”, propondo que o governo ouça empresários com ideias inovadoras para modernizar a regulamentação do setor. A meta é consolidar a Liderroll não apenas como fabricante, mas como uma consultoria estratégica global para a integridade de grandes ativos energéticos.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

