A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) prepara para novembro a 11ª edição do Panapaná – Novembro das Artes Visuais. Realizado em João Pessoa, o projeto combina uma vivência artística, destinada às pessoas selecionadas, com uma exposição coletiva de trabalhos produzidos durante o processo. A programação foi organizada em torno do tema “Território livre: a cidade entre o céu e o chão”, que propõe olhar para memórias, saberes e formas de existência nem sempre presentes nas narrativas institucionais.
As atividades estão previstas para ocorrer na própria Funesc. A vivência artística será realizada de 23 a 29 de novembro de 2026, enquanto a abertura da exposição coletiva está marcada para 30 de novembro. A mostra deverá permanecer em cartaz até 15 de janeiro de 2027, criando um período de visitação que atravessa o fim do ano e as primeiras semanas do calendário cultural de 2027 na Paraíba.
Programação articula criação e reflexão sobre a cidade
Mais do que uma exposição isolada, o Panapaná 2026 foi estruturado como uma experiência de formação, convivência e produção em artes visuais. A vivência antecede a abertura da mostra e funciona como etapa central do projeto, aproximando o processo de criação do resultado apresentado ao público. Essa organização permite que a exposição seja compreendida não apenas pelos trabalhos finais, mas também pelas questões relacionadas ao território e às experiências que orientam a produção artística.
O tema desta edição direciona a reflexão para aquilo que permanece à margem de registros oficiais ou de versões consagradas sobre a cidade. Memórias compartilhadas, conhecimentos transmitidos pela oralidade e diferentes maneiras de ocupar e perceber os espaços aparecem como referências curatoriais da iniciativa. A proposta, portanto, amplia o debate sobre quem produz conhecimento, quais histórias ganham visibilidade e como a arte pode registrar formas diversas de existência.
Segundo a Fundação Espaço Cultural da Paraíba, o projeto selecionará cinco pessoas artistas para participar da programação. Cada participante terá direito a uma bolsa cultural de R$ 5.500, conforme as informações divulgadas para a edição. O apoio financeiro integra a estrutura do Panapaná e reconhece o tempo dedicado à pesquisa, à vivência e ao desenvolvimento dos trabalhos apresentados na exposição.
Inscrições foram encerradas em outubro
O período de inscrições começou em 23 de setembro e terminou às 17h de 16 de outubro de 2026. Como essa etapa já foi concluída, o Panapaná não está recebendo novas candidaturas neste momento. A programação anunciada, porém, segue prevista para novembro, com a realização da vivência e a abertura posterior da mostra coletiva na Funesc.
As regras de participação, o número de bolsas e os valores destinados às pessoas artistas estão descritos no Edital Panapaná 2026. O documento também estabelece os critérios relacionados ao processo seletivo. A consulta ao edital é importante para acompanhar como a Funesc estruturou a escolha dos participantes e quais compromissos estão associados à participação no projeto.
Exposição amplia a agenda de artes visuais na Paraíba
Com a abertura marcada para 30 de novembro, a exposição coletiva será o momento de encontro entre a produção desenvolvida na vivência e o público. A permanência até 15 de janeiro de 2027 oferece uma janela prolongada para a visitação, embora informações sobre horários, acesso e eventuais atividades complementares dependam da divulgação oficial da Funesc. A instituição é a responsável pela realização e pela atualização das orientações destinadas aos visitantes.
Para artistas, estudantes, pesquisadores e interessados em produção contemporânea, o projeto representa uma oportunidade de acompanhar como uma instituição cultural paraibana articula incentivo financeiro, pesquisa e apresentação pública. A escolha de um eixo ligado a território e memória também aproxima as artes visuais de debates sobre pertencimento, identidade e preservação de saberes, sem restringir a exposição a uma única linguagem ou leitura.
O Panapaná chega à sua 11ª edição com uma proposta que conecta o espaço institucional da Funesc às experiências vividas na cidade. Ao reunir cinco trajetórias artísticas em uma programação de formação e exposição, o projeto contribui para colocar a produção contemporânea da Paraíba em circulação e convida o público a observar o ambiente urbano por perspectivas construídas entre o céu, o chão, a memória e as narrativas que ainda buscam reconhecimento.

