A segunda edição do Festival de Cultura Popular e Tradicional de Campinas ocupou a Sala dos Toninhos, na Estação Cultura, nos dias 17 e 18 de outubro de 2026. Com entrada gratuita, o evento reuniu música, cortejos, vivências, exposições audiovisuais, gastronomia tradicional e feiras dedicadas a comunidades indígenas e mulheres negras.
A programação foi organizada para aproximar o público de diferentes manifestações culturais e estimular o contato direto com mestres, artistas, coletivos e comunidades responsáveis pela preservação desses saberes. A proposta também destacou a diversidade presente em Campinas e na região, levando atividades de várias linguagens para um espaço público histórico da cidade.
Segundo a Prefeitura de Campinas, que divulgou a realização do festival, a iniciativa combinou apresentações artísticas, formação, convivência comunitária e valorização de tradições. Ao concentrar ações gratuitas em dois dias, o evento ampliou as possibilidades de acesso à cultura para pessoas de diferentes idades.
Programação aproximou público e comunidades tradicionais
Entre os principais eixos do festival estiveram os shows e as apresentações de grupos ligados à cultura popular. Os cortejos também ajudaram a transformar a circulação pela Estação Cultura em parte da experiência, criando uma relação mais próxima entre artistas, participantes e o espaço ocupado pelo evento.
As vivências ofereceram outra forma de contato com as manifestações culturais. Em vez de apenas assistir às apresentações, o público teve a oportunidade de se aproximar dos conhecimentos, práticas e modos de expressão compartilhados por mestres, coletivos e comunidades. Essa dimensão participativa é importante para que tradições não sejam vistas apenas como atrações, mas como saberes vivos.
A presença de exposições audiovisuais ampliou o alcance da programação ao incorporar recursos de memória e registro. Junto das atividades musicais e performáticas, esse conteúdo ajudou a apresentar diferentes perspectivas sobre as culturas tradicionais e suas formas de permanência no cotidiano.
Gastronomia e feiras reforçaram a diversidade cultural
A gastronomia tradicional integrou o festival como uma das formas de preservar e compartilhar referências culturais. Sabores, modos de preparo e práticas alimentares fazem parte da memória de muitas comunidades e, em eventos públicos, podem ser apresentados como elementos de identidade, convivência e transmissão de conhecimentos.
As feiras voltadas a comunidades indígenas e mulheres negras também deram visibilidade a grupos historicamente pouco representados nos circuitos culturais convencionais. A participação desses segmentos contribuiu para que a programação não se limitasse ao palco e incorporasse iniciativas de produção, expressão e circulação de saberes.
Esse conjunto de atividades mostrou como um festival de cultura popular pode reunir diferentes dimensões em uma mesma agenda. Música, cortejos, audiovisual, gastronomia, formação e convivência foram articulados em uma programação que valorizou tanto a fruição cultural quanto o encontro entre os participantes.
Estação Cultura recebeu programação gratuita
Realizado na Sala dos Toninhos, dentro da Estação Cultura, o festival ocupou um equipamento associado à memória e à vida cultural de Campinas. A escolha do local permitiu conectar as manifestações tradicionais a um espaço público de referência no município e reforçou a importância de levar iniciativas culturais para ambientes acessíveis à população.
A gratuidade foi um dos aspectos centrais da segunda edição. Sem cobrança de ingresso, as atividades reduziram uma das barreiras que podem dificultar a participação em eventos culturais e favoreceram a presença de públicos diversos. A medida também reforçou o caráter comunitário da iniciativa.
Para Campinas, receber uma programação desse perfil representa uma oportunidade de reconhecer expressões culturais que fazem parte da formação social da cidade e de sua região. Ao reunir comunidades, artistas e visitantes, o festival ajudou a criar um espaço de circulação para práticas que muitas vezes permanecem fora das agendas culturais mais convencionais.
Evento destaca importância da preservação de saberes
A realização do festival também chama atenção para o papel das políticas e iniciativas de acesso à cultura na preservação da memória coletiva. Mestres, grupos e comunidades são responsáveis por manter conhecimentos que passam entre gerações, como músicas, danças, rituais, técnicas, histórias, receitas e formas de organização comunitária.
Quando esses saberes encontram espaços de apresentação e participação, o público pode conhecê-los em seu contexto de diversidade. A experiência favorece o reconhecimento de diferentes identidades culturais e ajuda a combater a ideia de que tradição é sinônimo de algo estático ou distante da vida contemporânea.
Com a segunda edição realizada em outubro, o Festival de Cultura Popular e Tradicional de Campinas consolidou uma programação que combina acesso gratuito, valorização da diversidade e ocupação cultural de um espaço histórico. O resultado foi uma agenda voltada não apenas ao entretenimento, mas também à memória, à convivência e à continuidade de práticas tradicionais.

