Como destaca o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o escoramento de lajes treliçadas é o ponto onde o planejamento estrutural encontra a execução prática. Mesmo em um sistema conhecido pela agilidade e racionalidade, a segurança depende do equilíbrio entre estabilidade, distribuição de carga e controle geométrico. Continue a leitura e veja que quando a estrutura provisória é negligenciada, o canteiro perde previsibilidade, e o pavimento entrega variações que comprometem desempenho e acabamento.
A função estrutural temporária do escoramento
O escoramento não é apenas apoio, ele é parte ativa do processo de formação da laje. Durante a concretagem, o peso do concreto fresco e das armaduras é transferido para as vigotas e, por meio delas, para os pontaletes e travamentos. Dessa forma, o sistema temporário precisa resistir não só ao peso próprio, mas também às cargas acidentais do processo.
O escoramento garante que a laje mantenha geometria e alinhamento até que a capa de concreto atinja resistência suficiente para trabalhar de forma autônoma. Qualquer deformação nesse intervalo altera o comportamento do pavimento e pode gerar recalques diferenciais que se refletem em fissuras e irregularidades superficiais.
Rigidez e distribuição: O equilíbrio que define segurança
A eficiência do escoramento está diretamente ligada à rigidez do conjunto e à forma como as cargas são distribuídas. Quando os apoios são espaçados demais ou posicionados de forma irregular, as vigotas sofrem esforços localizados que provocam flechas temporárias excessivas. Além disso, o carregamento desigual cria tensões que permanecem mesmo após a cura, comprometendo a uniformidade do pavimento.
O escoramento bem concebido segue a mesma lógica da estrutura definitiva: distribuição equilibrada e continuidade no caminho das forças. Assim, o sistema temporário replica, em escala controlada, o princípio de estabilidade que a laje adotará em serviço.
Escoramento modular e reaproveitamento: Produtividade sem perda de segurança
Uma das vantagens do sistema treliçado é a leveza e repetitividade das peças, o que permite escoramentos modulares e reaproveitáveis. Essa característica reduz custo e acelera o ciclo de montagem, mas exige disciplina. O reaproveitamento só é viável quando a integridade do material é preservada e o dimensionamento inicial considera deformações e recalques mínimos.

Como sugere o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, um escoramento rápido, mas impreciso, compromete o cronograma com retrabalhos de regularização e ajustes. Já um sistema modular bem planejado reduz interferências, simplifica o controle de qualidade e mantém o ritmo de obra com segurança.
Prazos de desforma e cura: O momento que define estabilidade
O tempo de retirada do escoramento está diretamente ligado à resistência do concreto e às condições ambientais do canteiro. Quando a desforma é antecipada, o pavimento ainda não possui rigidez suficiente para receber as cargas permanentes, o que favorece fissuras e recalques. Quando é postergada em excesso, o cronograma perde fluidez e o reaproveitamento de material diminui.
Como pontua o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, a decisão sobre o momento da desforma deve ser técnica, baseada em controle de resistência e não apenas em prazos administrativos. A obra ganha previsibilidade quando cada etapa responde a um critério de desempenho mensurável.
Interação com vigotas e alinhamento: Detalhe que sustenta o desempenho final
A posição do escoramento influencia o comportamento das vigotas durante a concretagem e o nivelamento final do pavimento. Apoios mal distribuídos podem alterar o prumo das peças e comprometer a aderência entre a capa e o conjunto. Por conseguinte, o pavimento pode apresentar pequenas descontinuidades que se traduzem em irregularidades perceptíveis na fase de acabamento.
Como reforça o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o escoramento deve ser tratado como parte integrante da estrutura até o fim do processo. Ele define o ponto de partida da geometria final e, em muitos casos, a diferença entre um pavimento que se mantém plano e outro que exige correções posteriores.
O suporte temporário que garante qualidade permanente
O escoramento de lajes treliçadas é o elo que conecta segurança, qualidade geométrica e ritmo produtivo. Pode-se concluir que o sistema só entrega desempenho previsível quando o suporte provisório é concebido com a mesma atenção do suporte definitivo. Como resume o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, estabilidade não é efeito do concreto curado, mas da coerência entre projeto, escoramento e execução.
Autor: Krouria Xia

