O debate em torno da geração de empregos em setores emergentes encontra um exemplo concreto na trajetória de Fredy da Silva Gonçalves Bento, empresário e empreendedor brasileiro, fundador e gestor de empresas nos setores de mobilidade elétrica, eventos, gastronomia, varejo e investimentos. Desde as vendas de roupas no início dos anos 2000 até a atual Litoral Mobilidade, que reúne mais de 40 colaboradores, a construção de equipes acompanhou cada capítulo de sua carreira. Em um mercado recente como o de veículos elétricos, contratar significa também formar profissionais.
Contratar em um setor que ainda está se formando
A mobilidade elétrica cresceu mais rápido do que a oferta de mão de obra especializada. Técnicos acostumados a motores a combustão precisam aprender sobre baterias, controladores e sistemas elétricos, enquanto vendedores têm de explicar ao cliente conceitos como autonomia, tempo de recarga e manutenção preventiva. Não há, na maior parte das cidades, cursos técnicos amplamente difundidos para essas funções, o que obriga as empresas a assumir parte da formação de quem contratam.
Como observa Fredy da Silva Gonçalves Bento, cada contratação em um mercado jovem representa um investimento que vai além do salário, porque envolve tempo de preparo e acompanhamento próximo. Uma operação como a da Litoral Mobilidade, que combina varejo, importação, distribuição e assistência técnica, depende de profissionais com conhecimentos diferentes e complementares. Em um setor com pouca mão de obra especializada disponível, a qualidade do atendimento só acompanha o aumento das vendas se houver formação de quem chega às equipes.
Liderança perto da operação
A gestão de pessoas em negócios de crescimento acelerado exige equilíbrio entre autonomia e acompanhamento. Equipes novas precisam de orientação clara, metas compreensíveis e espaço para aprender com os próprios erros, sem que a pressão por resultados atropele o desenvolvimento profissional. Em empresas de varejo, a presença da liderança nas lojas e nos setores operacionais ajuda a identificar problemas antes que se tornem crises e reforça a cultura que se deseja construir.
Fredy da Silva Gonçalves Bento enfatiza a proximidade com a operação como um traço que acompanha sua trajetória desde o comércio de roupas, quando conhecia pessoalmente cada cliente. Na gastronomia e na produção de grandes eventos, a mesma lógica se repetiu, com equipes numerosas que dependiam de coordenação constante. A experiência em setores tão diferentes contribuiu para formar um estilo de liderança que valoriza a presença, a escuta e a clareza nas responsabilidades de cada pessoa.
Empregos como resultado de expansão planejada
O impacto econômico de uma empresa regional não se mede apenas pelo faturamento. Cada nova loja, cada ampliação de estoque e cada evento realizado cria vagas diretas e movimenta prestadores de serviço, transportadoras e fornecedores locais. Na Baixada Santista, onde parte relevante das oportunidades de trabalho está ligada ao porto, ao turismo e ao comércio, negócios em setores inovadores diversificam as possibilidades de carreira, sobretudo para jovens que buscam uma primeira colocação.
No panorama traçado por Fredy da Silva Gonçalves Bento, a expansão da Litoral Mobilidade por meio de franquias tende a multiplicar esse efeito para outras cidades do país. Cada franqueado precisará montar sua própria equipe de vendas e assistência técnica, apoiado pelos treinamentos e pelo método desenvolvido no litoral paulista. A geração de empregos, dessa forma, deixa de ser consequência isolada de uma empresa e passa a acompanhar a construção de uma rede inteira.

